26 de junho de 2026
Notícia 2

Alunos da Uniso participam do XXIV Congresso Brasileiro de Toxicologia

Alunas de pós-doutorado, doutorado, mestrado e Iniciação Cientifica, ligadas à área de Farmácia da Uniso apresentaram trabalhos no XXIV Congresso Brasileiro de Toxicologia (CBTOX 2026), que teve como tema central “Saúde Humana e Ambiental: Os Desafios da Toxicologia”, e buscou promover debates e reflexões sobre as responsabilidades da Toxicologia na atualidade.

De acordo com o site do evento, a atividade reuniu especialistas nacionais e internacionais, pesquisadores, estudantes, profissionais da indústria farmacêutica e representantes governamentais para um diálogo interdisciplinar e colaborativo, com o objetivo de discutir os impactados das ações humanas no mundo e os desafios que envolvem a proteção da saúde e do meio ambiente.

“Participar do CBTOX 2026 foi uma experiência muito rica. Eu gosto muito de participar de congressos porque eles nos permitem ter contato com pesquisadores de diferentes instituições e áreas de pesquisa, muitas vezes trabalhando com temas completamente diferentes dos nossos”, comenta Natasha Lien de Almeida Ibanez, que está cursando o primeiro semestre do doutorado no Programa de Pós-Graduação em Ciências Farmacêuticas da Uniso.

No CBTOX 2026, a aluna Natasha L. de A. Ibanez apresentou a pesquisa intitulada “Avaliação Histológica da Segurança Hepática de Associações Antibacterianas Contendo Compostos Naturais em um Estudo de Dose Repetida de 28 Dias”

“Os congressos se tornaram espaços onde eu me sinto mais confortável para discutir ciência”

Sobre a importância em sua formação acadêmica e o impacto no dia a dia como pesquisadora, Ibanez comenta que os congressos acompanharam toda a sua trajetória acadêmica, já que durante sua graduação em Biomedicina na Uniso foi bolsista do Programa Institucional de Bolsas de Iniciação Científica – PIBIC/CNPq.

“Na Iniciação Científica, eu participava para conhecer melhor a área, entender como a ciência era feita e observar pesquisadores mais experientes apresentando seus trabalhos. Hoje, no doutorado, eu percebo que continuo aprendendo, mas de uma forma diferente”.

De acordo com Ibanez, durante a apresentação de trabalhos em congressos, surgem perguntas, comentários e discussões interessantes, e um questionamento feito por outro pesquisador pode fazer com que os alunos enxerguem a própria pesquisa por uma perspectiva diferente.

“Além das palestras e das atualizações científicas, o evento é uma oportunidade de conhecer pessoas, criar conexões e acompanhar o que está sendo desenvolvido em outras regiões do país e até fora dele. Acho que os congressos têm um papel muito importante na divulgação científica e na construção dessas redes de colaboração, além de nos manterem atualizados sobre os avanços da área”, pondera.

Para Ibanez, a dinâmica de apresentar resultados, responder perguntas e conversar com outros pesquisadores sobre o a pesquisa desenvolvida traz um importante amadurecimento acadêmico para os alunos. O que possibilita uma aprendizagem sobre como defender ideias, receber críticas construtivas e enxergar novas possibilidades para a pesquisa.

“O que eu levo desses eventos para o meu dia a dia é justamente essa troca. A ciência não é construída de forma isolada, e os congressos mostram isso o tempo todo. Acho que essa é uma das maiores contribuições desses eventos para a formação acadêmica: eles nos ajudam a crescer como pesquisadores e também a entender que a ciência é construída de forma coletiva”, afirma.

A importância dos congressos na visão docente

Segundo a coordenadora do Programa de Pós-Graduação em Ciências Farmacêuticas da Uniso, professora Denise Grotto, a participação em congressos é uma etapa fundamental na formação de mestres e doutores. Para Grotto, eventos como o CBTOX 2026 permitem que os discentes apresentem os resultados de suas pesquisas para a comunidade científica, recebam críticas de especialistas e ampliem sua rede de contatos com pesquisadores de diferentes instituições do país.

“Além disso, os alunos têm acesso aos avanços tecnológicos e discussões atuais da área, o que contribui para aprimorar seus projetos e ampliar sua visão sobre a pesquisa científica. Esse contato com diferentes linhas de investigação faz com novas ideias surjam, além de oportunidades de colaboração, fortalecendo a qualidade da pós-graduação”, detalha.

Quanto à graduação, Grotto aponta que participar de um congresso é, muitas vezes, o primeiro contato dos estudantes com a comunidade científica além da universidade. A professora acredita que ao apresentar seus trabalhos, eles desenvolvem habilidades de comunicação, argumentação e pensamento crítico, além de aprenderem a discutir seus resultados com pesquisadores experientes.

“A vivência em um evento científico também permite que os alunos compreendam como a ciência é construída de forma colaborativa e contínua. Eles percebem que fazem parte de algo maior, entendem a importância do método científico e passam a enxergar novas possibilidades para sua trajetória acadêmica e profissional”, comenta.

A presença feminina na ciência

Sobre a representação da Uniso no CBTOX 2026 ser feminina, Grotto comenta que especialmente nas Ciências da Saúde e áreas correlatas as mulheres já compõem uma parcela expressiva dos estudantes e pesquisadores. Segundo a professora, mais do que uma característica específica da área, esse cenário reflete o resultado de um processo de ampliação da participação feminina na produção científica brasileira.

Professora Denise Grotto: “no caso dos trabalhos apresentados no CBTOX 2026, é motivo de orgulho para a Uniso observar o protagonismo feminino na pesquisa científica, demonstrando o talento, a dedicação e a competência dessas estudantes e pesquisadoras na construção do conhecimento” (Crédito: arquivo pessoal Denise Grotto)

Grotto ressalta que a presença de mulheres na ciência é fundamental porque promove diversidade de perspectivas, amplia a capacidade de inovação e contribui para o desenvolvimento de pesquisas mais representativas da sociedade.

“Também é importante destacar que, historicamente, muitas cientistas enfrentaram desafios adicionais para consolidar suas carreiras, especialmente relacionados à conciliação entre maternidade e vida acadêmica. Hoje, embora ainda existam muitos desafios, vemos cada vez mais mulheres liderando grupos de pesquisa, coordenando projetos e formando novas gerações de cientistas” acrescenta.

Conheça as demais estudantes que representaram a Uniso no CBTOX 2026 e os trabalhos apresentados:

Rafaella de Barros Mott – “Modulação da Peroxidação Lipídica pela Curcumina em Associações de Compostos Antibacterianos: Evidências de um Modelo Pré-Clínico”

Ana Carolina Souza Chacon – “Segurança Bioquímica Sistêmica de Formulações de Amoxicilina Contendo Compostos Naturais em Ratos”

Erika Leão Ajala Caetano – “Efeitos Protetores de Agaricus bisporus contra a Toxicidade Induzida por Chumbo: Avaliação da Bioacumulação Tecidual de Metais e da Histopatologia Hepática e Renal”

Nicolli Carriel de Souza – “Perfil de Elementos Essenciais no Tecido de Garras da Tartaruga de Água Doce Ameaçada Hydromedusa maximiliani da Região do Quadrilátero Ferrífero”

Bruna Andrade Carneiro – “Avaliação Hematológica em um Estudo de Toxicidade Oral Aguda de Triacilglicerol Dietético Derivado do Óleo de Pracaxi (Pentaclethra macroloba)”

Samanta Helena Martins de Oliveira – “Avaliação da Biocompatibilidade da Nisina Incorporada à Celulose Bacteriana para Aplicações Biomédicas”

Laiara Silva Santos – “Avaliação Hematológica em um Estudo de Toxicidade Oral Aguda OECD 420 de Triacilglicerol Dietético Proveniente do Óleo de Patauá”

TextoRafael Filho
Imagens: arquivo pessoal Natasha L. de A. Ibanez