Alunos da Uniso participam do XXIV Congresso Brasileiro de Toxicologia
Alunas de pós-doutorado, doutorado, mestrado e Iniciação Cientifica, ligadas à área de Farmácia da Uniso apresentaram trabalhos no XXIV Congresso Brasileiro de Toxicologia (CBTOX 2026), que teve como tema central “Saúde Humana e Ambiental: Os Desafios da Toxicologia”, e buscou promover debates e reflexões sobre as responsabilidades da Toxicologia na atualidade.
De acordo com o site do evento, a atividade reuniu especialistas nacionais e internacionais, pesquisadores, estudantes, profissionais da indústria farmacêutica e representantes governamentais para um diálogo interdisciplinar e colaborativo, com o objetivo de discutir os impactados das ações humanas no mundo e os desafios que envolvem a proteção da saúde e do meio ambiente.
“Participar do CBTOX 2026 foi uma experiência muito rica. Eu gosto muito de participar de congressos porque eles nos permitem ter contato com pesquisadores de diferentes instituições e áreas de pesquisa, muitas vezes trabalhando com temas completamente diferentes dos nossos”, comenta Natasha Lien de Almeida Ibanez, que está cursando o primeiro semestre do doutorado no Programa de Pós-Graduação em Ciências Farmacêuticas da Uniso.

“Os congressos se tornaram espaços onde eu me sinto mais confortável para discutir ciência”
Sobre a importância em sua formação acadêmica e o impacto no dia a dia como pesquisadora, Ibanez comenta que os congressos acompanharam toda a sua trajetória acadêmica, já que durante sua graduação em Biomedicina na Uniso foi bolsista do Programa Institucional de Bolsas de Iniciação Científica – PIBIC/CNPq.
“Na Iniciação Científica, eu participava para conhecer melhor a área, entender como a ciência era feita e observar pesquisadores mais experientes apresentando seus trabalhos. Hoje, no doutorado, eu percebo que continuo aprendendo, mas de uma forma diferente”.
De acordo com Ibanez, durante a apresentação de trabalhos em congressos, surgem perguntas, comentários e discussões interessantes, e um questionamento feito por outro pesquisador pode fazer com que os alunos enxerguem a própria pesquisa por uma perspectiva diferente.
“Além das palestras e das atualizações científicas, o evento é uma oportunidade de conhecer pessoas, criar conexões e acompanhar o que está sendo desenvolvido em outras regiões do país e até fora dele. Acho que os congressos têm um papel muito importante na divulgação científica e na construção dessas redes de colaboração, além de nos manterem atualizados sobre os avanços da área”, pondera.
Para Ibanez, a dinâmica de apresentar resultados, responder perguntas e conversar com outros pesquisadores sobre o a pesquisa desenvolvida traz um importante amadurecimento acadêmico para os alunos. O que possibilita uma aprendizagem sobre como defender ideias, receber críticas construtivas e enxergar novas possibilidades para a pesquisa.
“O que eu levo desses eventos para o meu dia a dia é justamente essa troca. A ciência não é construída de forma isolada, e os congressos mostram isso o tempo todo. Acho que essa é uma das maiores contribuições desses eventos para a formação acadêmica: eles nos ajudam a crescer como pesquisadores e também a entender que a ciência é construída de forma coletiva”, afirma.
A importância dos congressos na visão docente
Segundo a coordenadora do Programa de Pós-Graduação em Ciências Farmacêuticas da Uniso, professora Denise Grotto, a participação em congressos é uma etapa fundamental na formação de mestres e doutores. Para Grotto, eventos como o CBTOX 2026 permitem que os discentes apresentem os resultados de suas pesquisas para a comunidade científica, recebam críticas de especialistas e ampliem sua rede de contatos com pesquisadores de diferentes instituições do país.
“Além disso, os alunos têm acesso aos avanços tecnológicos e discussões atuais da área, o que contribui para aprimorar seus projetos e ampliar sua visão sobre a pesquisa científica. Esse contato com diferentes linhas de investigação faz com novas ideias surjam, além de oportunidades de colaboração, fortalecendo a qualidade da pós-graduação”, detalha.
Quanto à graduação, Grotto aponta que participar de um congresso é, muitas vezes, o primeiro contato dos estudantes com a comunidade científica além da universidade. A professora acredita que ao apresentar seus trabalhos, eles desenvolvem habilidades de comunicação, argumentação e pensamento crítico, além de aprenderem a discutir seus resultados com pesquisadores experientes.
“A vivência em um evento científico também permite que os alunos compreendam como a ciência é construída de forma colaborativa e contínua. Eles percebem que fazem parte de algo maior, entendem a importância do método científico e passam a enxergar novas possibilidades para sua trajetória acadêmica e profissional”, comenta.
A presença feminina na ciência
Sobre a representação da Uniso no CBTOX 2026 ser feminina, Grotto comenta que especialmente nas Ciências da Saúde e áreas correlatas as mulheres já compõem uma parcela expressiva dos estudantes e pesquisadores. Segundo a professora, mais do que uma característica específica da área, esse cenário reflete o resultado de um processo de ampliação da participação feminina na produção científica brasileira.

Grotto ressalta que a presença de mulheres na ciência é fundamental porque promove diversidade de perspectivas, amplia a capacidade de inovação e contribui para o desenvolvimento de pesquisas mais representativas da sociedade.
“Também é importante destacar que, historicamente, muitas cientistas enfrentaram desafios adicionais para consolidar suas carreiras, especialmente relacionados à conciliação entre maternidade e vida acadêmica. Hoje, embora ainda existam muitos desafios, vemos cada vez mais mulheres liderando grupos de pesquisa, coordenando projetos e formando novas gerações de cientistas” acrescenta.
Conheça as demais estudantes que representaram a Uniso no CBTOX 2026 e os trabalhos apresentados:







Texto: Rafael Filho
Imagens: arquivo pessoal Natasha L. de A. Ibanez
