3 de abril de 2025
Últimas Notícias

Estudantes de comunicação da Uniso realizam visita técnica na Capela Nosso Senhor do Bonfim

A visita ocorreu na manhã de ontem, terça-feira (1), com intuito de desenvolver uma atividade prática de produção fotográfica

A turma formada por 58 alunos de graduação de Jornalismo, Relações Públicas e Publicidade e Propaganda, foi acompanhada pelo professor de fotografia, Fernando Rezende, e pela Coordenadora do curso de Jornalismo, Evenize Batista.

Além deles, outros oito alunos do Programa de Pós-graduação em Comunicação e Cultura, acompanhados pela professora Miriam Cristina Carlos Silva, estiveram presentes na visita técnica.

O grupo foi guiado pelo historiador José Rubens Incao, que contou a história da capela e de seu fundador, Nhô João.

HISTÓRIA DA CAPELA

A Capela Nosso Senhor do Bonfim foi construída por João de Camargo, nascido escravizado, considerado milagreiro e de forte liderança negra.

Camargo, teve educação católica vinda dos seus senhores, mas também foi influenciado pela sua mãe com práticas religiosas de origem afro-brasileiras. Veio para Sorocaba após a abolição, em 1888.

Em 1906, após uma visão, dedicou-se ao projeto de criar sua igreja e auxiliar as pessoas. Com a ajuda de familiares e amigos, ergueu a capela, às margens do Córrego Água Vermelha.

A igreja contrariava padrões estabelecidos, era lugar para todas as crenças, sem discriminação. O variado número de símbolos religiosos no interior da capela prova a intenção de unificar todos os credos, seja da cultura branca, negra ou indígena.

A Capela de João de Camargo foi tombada em 1995 pelo Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico, Artístico, Arquitetônico, Turístico e Paisagístico de Sorocaba.

“Esse é um local muito interessante para conhecermos realidades totalmente diferentes da nossa, por mais que seja uma igreja, ela é difundida por diversas culturas e crenças, e podemos descobrir várias histórias que passaram por aqui”, conta Incao.

“Era um local extremamente pobre, e que tem diversas marcas da história, principalmente de violência. E hoje é um ponto que destoa da localização, fica no bairro do Campolim, uma região nobre da cidade, então tem essa difusão de cultura, tem esse marco histórico, tem essa essência em um lugar assim, que não seria convencional de imaginar encontrar”, destaca Ana Beatriz Torres, estudante do segundo semestre de jornalismo.

Ana completa com a sua experiência em fotografar no local. “Acaba sendo um pouco difícil, porque tem muita informação, muitos pontos de vista tanto fora, quanto dentro da Capela, podemos identificar diversas pinturas, quadros e imagens o que acaba dificultando, porém deixando a atividade ainda mais interessante”.

Fernando Rezende, professor de Produção Fotográfica, explica a escolha da Capela para essa atividade. “A professora Evenise comentou sobre o local e eu achei maravilhoso, não só por conta da vegetação nessa parte externa, mas da luz, da penumbra e da sombra que nós temos na parte interna também”. Ele acrescenta que, na sua avaliação, a atividade seria tecnicamente desafiadora. “Então seria um desafio para os alunos. Uma vez que fazer na prática, em um ambiente com pouca luz, com penumbra, é desafiador e aguça a criatividade deles.”

O professor finaliza expressando o seu contentamento em relação ao trabalho dos alunos. “Eles não só atingiram as minhas expectativas, como foram além delas. Tudo aquilo que colocamos em teoria na sala de aula está rolando aqui, embora tenham algumas dúvidas, o que é normal, eles estão se saindo muito bem.”

Alunos realizando atividade prática de fotografia dentro da capela
O historiador José Rubens Incao conversando com a Coordenadora de Jornalismo, Evenize Batista
O professor de Produção Fotográfica, Fernando Rezende, ensinando uma técnica de fotografia para aula do primeiro semestre de jornalismo

A Capela está aberta para visitas durante todos os dias da semana, exceto nos feriados:

Horários

Manhā das 8h às 12h

Tarde: 13h30 às 16h

Texto: Kauã Bueno (Agência Focas – Jornalismo Uniso).
Fotos: Antony Moscatelli.