28 de outubro de 2026
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Por entre matas e sítios de mineração, pesquisadores desvendam a vida do Cágado-da-serra

Professor da Uniso coordena projeto de reparação e compensação pelos danos sociais, ambientais e econômicos causados por conta do rompimento da barragem de Fundão em 2015

Crédito: Fernando Rezende; Rodrigo Tinoco (Herpeto.org)

É uma manhã nublada de outubro no sudeste paulista. Na floresta, o silêncio é quebrado somente pelo avanço de uma equipe de pesquisadores da Universidade de Sorocaba (Uniso), e também de outras instituições, sob a liderança do professor doutor Thiago Simon Marques. O deslocamento é lento, já que o terreno é formado por desníveis úmidos e escorregadios, e acontece em duas frentes: parte do pessoal segue por uma trilha elevada encharcada de lama e serrapilheira, desviando-se de troncos tombados cobertos por musgo e samambaias, enquanto os demais caminham por dentro de um riacho raso correndo sobre o leito rubro. O dossel, que filtra a maior parte da luz solar direta, é sustentado por troncos finos e numerosos, tomados por cipós e bromélias.

 A paisagem é bastante típica da Mata Atlântica — esse bioma que um dia já reinou soberano por todo o litoral do país e hoje sobrevive em fragmentos, especialmente no estado de São Paulo. O percurso pelo qual a equipe avança faz parte da chamada Trilha dos Fornos, batizada com esse nome por conta das ruínas de cinco antigos fornos de carvão, remanescentes da década de 1940; com cerca de 4 km de extensão, ela é uma das várias trilhas do Parque Estadual Carlos Botelho, fundado em 1982 e reconhecido como um dos principais refúgios da biodiversidade na porção sudeste do estado, a cerca de 100 km do câmpus da Uniso. O parque abriga, hoje, mais de 37 mil hectares de Mata Atlântica preservada, distribuídos entre os municípios de São Miguel Arcanjo, Capão Bonito e Sete Barras.

Essa não é a primeira vez que essa mesma equipe percorre a Trilha dos Fornos. Na verdade, alguns dos pesquisadores já haviam estado ali no dia anterior, espalhando ao longo do riacho 39 armadilhas recheadas com iscas de sardinha.

Para ler a íntegra da reportagem, acesse: https://abrir.link/seszf

Texto: Guilherme Profeta