Alunos de Engenharia Agronômica visitam Agrishow 2026
Alunos do curso de Engenharia Agronômica da Uniso estiveram presentes na 31ª edição da Feira Internacional de Tecnologia Agrícola em Ação (Agrishow 2026), por meio de uma visita técnica que ocorreu no dia 30 de abril, na cidade de Ribeirão Preto, interior de São Paulo.
“Mais do que uma simples visita técnica, a feira proporciona um contato direto com as inovações que estão transformando o agronegócio brasileiro e mundial”, afirma a coordenadora do curso de Engenharia Agronômica, professora Kelen Cristiane Cardoso, que acompanhou os alunos.

De acordo com o site do evento, a feira, que reúne empresas, produtores, pesquisadores e estudantes do setor agropecuário, contou neste ano com a presença de 800 marcas expositoras e cerca de 197 mil visitantes, em um espaço de 520.000 metros quadrados, mostrando tudo o que há de mais recente em tecnologia rural.
“Participar da Agrishow 2026 representa, para nossos alunos e professores do curso de Engenharia Agronômica, uma experiência acadêmica, profissional e humana extremamente enriquecedora”, detalha Cardoso. Para a professora, vivências como essa permitem que os alunos conectem aquilo que aprendem em sala de aula com a realidade prática do setor agrícola.

A importância das visitas técnicas no universo acadêmico
Outro ponto importante levantado por Cardoso é que a visita técnica desperta nos alunos uma maior motivação com o curso e com a profissão. “Os estudantes passam a enxergar com mais clareza as inúmeras possibilidades de atuação da Engenharia Agronômica, percebendo a dimensão tecnológica, econômica e estratégica do agronegócio para o desenvolvimento do país, relata.
Sobre esse movimento para além da sala de aula, ultrapassando os muros da Universidade, Cardoso afirma ser muito importante que o futuro engenheiro agrônomo compreenda que a profissão vai muito além da teoria. “Na Agrishow, o estudante consegue visualizar na prática conteúdos relacionados à mecanização agrícola, fertilidade do solo, fitotecnia, irrigação, pós-colheita, tecnologia de aplicação, gestão rural e inovação no agro. Isso amplia a visão profissional e fortalece a formação acadêmica”, pondera.

Para ela, além do aspecto técnico, a feira também proporciona um ambiente de networking extremamente relevante, possibilitando que os alunos entrem em contato com empresas, pesquisadores, profissionais do setor e representantes de grandes marcas do agronegócio, podendo inclusive identificar oportunidades de estágio, pesquisa, extensão e futuras áreas de atuação profissional.
Segundo Cardoso, o retorno de conhecimento que é proporcionado pelas visitas técnicas é algo que se estende aos professores também. Para ela, atividades como a Agrishow permitem aos docentes atualização constante sobre as novas tendências tecnológicas e produtivas do setor agrícola, contribuindo diretamente para o aprimoramento das disciplinas e das práticas pedagógicas do curso. “É um espaço onde conseguimos aproximar ainda mais a Universidade do mercado, fortalecendo parcerias, projetos de pesquisa e atividades de extensão”, complementa.
“A Agrishow é um verdadeiro laboratório vivo do agro brasileiro. Participar desse evento significa vivenciar inovação, conhecimento, tecnologia e desenvolvimento profissional em um dos maiores encontros do agronegócio da América Latina. Sem dúvida, trata-se de uma experiência transformadora para a formação de nossos futuros engenheiros agrônomos”, conclui a professora.

A experiência na visão dos alunos
A aluna Maria Eduarda Alves de Araújo, que está no primeiro semestre do curso de Engenharia Agronômica, considera de grande importância a participação em eventos desse porte logo no início da jornada acadêmica. “Participar da Agrishow logo no início da graduação foi uma experiência incrível. Estar em um evento como esse me permitiu enxergar na prática como a tecnologia e a inovação estão moldando o futuro do campo”, detalha.
Araújo conta que a atividade proporcionou um contato direto com as novidades em maquinário, irrigação e em soluções digitais, trazendo uma clareza maior sobre o que se é estudado em sala de aula. “Isso tudo que a gente viveu lá ajuda na teoria acadêmica com as demandas reais do mercado e acaba despertando um olhar mais crítico, estratégico, de como a engenharia pode otimizar a produção. Eu voltei mais motivada, com uma visão ampla dos diversos tipos de especialização que a profissão oferece”, pondera.

O aluno Gabriel De Campos Sisterna, que está cursando o último ano da graduação, frequenta a feira desde 2019. Ele detalha que trabalha em um instituto de tecnologia de Sorocaba, na área de pesquisa e desenvolvimento com agrivoltaics — que, segundo ele, é a integração de energia solar com a agricultura e a pecuária.
“Por trabalhar numa área de pesquisa e desenvolvimento, preciso estar sempre antenado, atualizado o tempo todo. Então, eu aproveito a oportunidade para ter um maior contato, networking pessoal e profissional e buscar novas tecnologias e novos conhecimentos”, comenta Sisterna, sobre a importância de alunos que já estão atuando na área ou próximos da conclusão do curso participarem de eventos deste porte.

“Foi uma experiência muito importante, porque interagimos também com o nosso futuro mundo profissional. Percebi como a agronomia está crescendo, e como o investimento no agro é importante. Em termos de tecnologia, a gente viu muito sobre a sustentabilidade, uma preocupação que a gente tem que abraçar no futuro”, explica a aluna do quinto semestre, Carolina Maria Sciré Silva, que também esteve presente na visita técnica.
A aluna destaca que na feira pôde visualizar ações que envolviam as áreas de bioinsumos e a biotecnologia, nas quais ela tem bastante interesse. “Fiquei feliz em ver essas temáticas e a sustentabilidade na feira, até para desmistificar essa questão do agro como o vilão do meio ambiente”, defende Silva.
Para Silva, o agronegócio é importante para o país, principalmente no aspecto econômico e na produção de alimentos, o que impacta de maneira exponencial o Produto Interno Bruto (PIB), sendo necessário cada vez mais visitas técnicas como a realizada na Agrishow, para que os alunos tenham acesso a informações sobre o desenvolvimento de formas sustentáveis de atuação do agronegócio. “É importante que os alunos interajam com essas tecnologias, com os novos lançamentos, para se atualizarem e estarem cada vez mais dentro desse mercado”, detalha.
“Vim para trazer minha filha, quando conheci a Uniso me apaixonei”

A aluna conta que sempre simpatizou pela área da agronomia e, quando a filha decidiu fazer um curso na Uniso, acabou se mudando de um apartamento na cidade de São Paulo para um sítio na área rural do município de Porto Feliz.
“Eu levava minha filha todos os dias para a universidade, e ficava lá aguardando terminar o período de aula para poder voltar com ela. Pensei ‘acho que eu vou ver alguma coisa para fazer’, olhei o site da Uniso, vi o curso de Engenharia Agronômica, fiquei muito interessada, prestei o vestibular, e comecei”, explica.
O que segundo Silva “a princípio era algo sem muita pretensão”, acabou se tornando uma paixão. Atualmente, a aluna é estagiária do Uniso Crop Care Service — um programa ligado ao curso que tem como objetivo auxiliar produtores rurais da região de Sorocaba a tomar decisões acertadas no que diz respeito a pragas, doenças e plantas daninhas em suas plantações (saiba mais na Revista Uniso Ciência) — por meio do Programa de Bolsas de Extensão da Universidade de Sorocaba (Probex) e também auxilia nas atividades desenvolvidas pelo Núcleo de Estudos Ambientais da Uniso (NEAS), no segmento de segmento de pragas e doenças agrícolas.
“Sou apaixonada pela Uniso, ela tem um diferencial que eu não tive no meu primeiro curso superior, que é essa experiência de pesquisa, e todo esse incentivo. As coisas foram acontecendo e eu estou cada vez mais firme no meu propósito dentro do curso de Engenharia Agronômica”, confidencia.
Não existe idade para o conhecimento

Refutando a ideia errônea de que existe uma idade limite para se ingressar na universidade ou realizar uma transição de carreira, Silva faz questão de frisar que iniciou seus estudos nas Uniso com 48 anos de idade, vinda de uma carreira diferente e já consolidada.
“Acho legal essa experiência de você começar um curso mais velha, numa época em que a gente já está entregue a uma carreira. Por estar no automático do dia-a-dia, não enxerga outras possibilidades que podem acender o brilho dos seus olhos e você acabar gostando. Acho que isso rejuvenesce”, pondera.
Silva complementa que está se permitindo viver uma experiência completa na Uniso, aproveitando tudo o que a Universidade oferece para seus alunos e a comunidade externa. “Vou atrás das possibilidades, dos cursos extracurriculares, faço terapia e acupuntura. Estou me permitindo mesmo vivenciar o dia-a-dia da Universidade”, pondera Silva.
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Texto: Rafael Filho
Imagens: arquivo pessoal Kelen Cristiane Cardoso
