15 de maio de 2026
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Apesar do potencial das nanopartículas de prata, ainda são necessários avanços nas formulações para o tratamento de acidentes ofídicos

“Muitas das interações das nanopartículas de prata com o corpo humano ainda são pouco compreendidas”, aponta pesquisadora

Acidentes envolvendo animais peçonhentos — como as aranhas, os escorpiões e as serpentes — configuram a segunda causa mais recorrente de envenenamento em seres humanos no Brasil (ficando atrás somente da intoxicação por medicamentos). Contudo, nem todo animal venenoso pode ser considerado peçonhento, o que significa que algumas ocorrências de envenenamento podem ser causadas, também, por animais não peçonhentos. É o caso da serpente Philodryas olfersii, conhecida popularmente como cipó-listrada, que possui glândulas de veneno, mas cuja dentição tem um formato que dificulta sua inoculação, fazendo assim com que ela seja considerada não peçonhenta.

Em alguns casos, quando ocorre um acidente, o acesso ao soro pode ser reduzido em comunidades muito afastadas dos centros urbanos, especialmente em países em desenvolvimento, e, mesmo quando o soro está disponível, sua atuação costuma ser limitada aos efeitos sistêmicos do veneno, de modo que as vítimas ainda podem continuar sofrendo os efeitos locais mesmo após sua aplicação. Vale lembrar que, no caso específico da P. olfersii, esses efeitos locais são os principais e, portanto, os mais preocupantes. Por isso, é importante, além de desenvolver soros antiofídicos para cada grupo de serpentes, desenvolver também alternativas de tratamentos, que possam ser disponibilizadas mais amplamente à população e que combatam os efeitos não sistêmicos dos venenos (podendo até mesmo ser administrados em conjunto aos soros). Foi esse o objetivo da dissertação de Jaqueline de Cássia Proença Assunção, sob a orientação da professora doutora Yoko Oshima Franco, que foi defendida em 2021 no Programa de Pós-Graduação em Ciências Farmacêuticas da Universidade de Sorocaba (Uniso) e considerou a possibilidade de utilizar nanopartículas de prata como princípio ativo de medicamentos locais contra o veneno da P. olfersii.

Para ler a íntegra da reportagem, acesse: https://abrir.link/uLlUw

Texto: Guilherme Profeta
Imagem: Caio (Adobe Stock)