Uniso recebe chip quântico para desenvolvimento de pesquisas
Representantes das graduações de Tecnologia da Informação da Uniso realizaram uma visita ao Instituto de Física Gleb Wataghin (IFGW) da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp).
A visita ao IFGW, que ocorreu em novembro de 2025, foi liderada pelos professores Denicezar Baldo — coordenador dos cursos de Análise e Desenvolvimento de Sistemas, Ciência de Dados e Inteligência Artificial e Engenharia da Computação —, Bruno Aguilar e Ovídio Francisco, e contou também com a participação do Agente de Inovação do ICT Unisotech, Samuel Rufino.

De acordo com Rufino, a Uniso foi recebida na Unicamp pelo professor Francisco Rouxinol, do Laboratório de Dispositivos Quânticos do IFGW, cientista que é considerado uma das maiores autoridades em Pesquisa Aplicada as Tecnologias Quânticas das Américas.
“Durante o encontro, o professor apresentou toda a infraestrutura de seu laboratório, dos desafios encontrados em lidar com quântica e deu acesso ao principal objeto de estudo que é o Computador Quântico adquirido pelo Unicamp na Europa e que hoje é um dos principais equipamentos para desenvolvimento da tecnologia no país e, que vem gerando profissionais para atuarem na área ao redor do mundo”, afirma.

Para o professor Bruno Aguilar, a visita proporcionou uma imersão única em tecnologias de computação quântica, comparáveis às encontradas nos principais centros de pesquisa internacionais. “Tivemos a oportunidade de conhecer um chip quântico desenvolvido e produzido integralmente por pesquisadores brasileiros, o que enriqueceu nossa compreensão sobre a arquitetura e funcionamento desse componente”, explica.

Sobre como as experiências vivenciadas na visita poderão ser aplicadas em sala de aula, Aguilar comenta que esse aprendizado será integrado diretamente em disciplinas como Tópicos Emergentes em TI, Arquitetura de Computadores, Segurança da Informação e Inteligência Artificial. “Um grande diferencial será a possibilidade de os alunos terem contato físico com o componente, visto que a Unicamp nos cedeu um chip para fins de estudo”, pontua.

Sobre o chip quântico, Aguilar afirma que ele será um recurso fundamental para impulsionar os projetos da Liga Acadêmica de Computação Quântica (LACQ) da Uniso — iniciada no final de agosto de 2025 —a qual ele afirma ter a honra de liderar. “Mais do que o aspecto técnico, essa experiência traz para a Liga e para os alunos um valor motivacional inestimável: ao verem que tecnologia de fronteira é desenvolvida no Brasil, eles percebem que também são capazes de contribuir e até mesmo liderar inovações globais”, pondera.

Segundo Rufino, a visita ao IFGW foi um sucesso, uma experiência única e que em 2026 será ofertada aos alunos de TI da Uniso. “Futuras parcerias estão sendo alinhadas pela Universidade de Sorocaba, que também está acompanhando a evolução das tecnologias quânticas no país. A Uniso, em 2025, criou sua Liga Acadêmica de Computação Quântica (LACQ Uniso), e na graduação em Ciência da Computação está inserido o estudo de algoritmos quânticos”, detalha.
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Texto: Rafael Filho
