A sala de aula é a floresta: por uma escola que (re)conecte homem e natureza
Pesquisadoras internacionais participam de uma entrevista dedicada a imaginar uma escola que reintegre o ser humano ao seu lugar original no mundo natural

Se a educação (em essência, o processo de formação das próximas gerações) é ancorada numa perspectiva de continuidade, para que serve ela quando o “fim do mundo” é amplamente anunciado? Foi essa a provocação que, em junho de 2025, motivou a entrevista “A EDUCAÇÃO E O FIM DO MUNDO”, publicada na 15ª edição da revista Uniso Ciência. Nela, dois acadêmicos discutem o papel da educação ambiental diante da crise climática — que é também social, política e existencial — e da profunda crise de identidade da própria instituição escolar no século XXI.
A entrevista que você tem agora em mãos dá sequência direta àquele debate. A crise climática é um fato; pode até ser discutível se ela levará (ou não) ao que se convencionou chamar de “fim do mundo”, mas é plausível supor que ela provocará, sim, intensas transformações de várias ordens: em nossos modelos econômicos, na maneira como nos relacionamos com as demais formas de vida no planeta e nas prioridades que, como educadores, nós estabelecemos para nossos currículos e práticas educativas, sendo esse último ponto o foco desta entrevista.
Hoje, refletir sobre como tornar a educação ambiental verdadeiramente significativa tornou-se uma urgência — porque, no fim das contas, talvez já estejamos atrasados demais para tal — e uma das alternativas vislumbradas para isso é o que se chama de outdoor learning (ou aprendizagem ao ar livre): experiências educacionais conduzidas fora das tradicionais salas de aula, especialmente em contato com a natureza.
Para ler a íntegra da reportagem, acesse: https://abrir.link/tgUxL
Texto: Guilherme Profeta
