{"id":12396,"date":"2025-11-10T09:12:14","date_gmt":"2025-11-10T12:12:14","guid":{"rendered":"https:\/\/unisonoticias.uniso.br\/?p=12396"},"modified":"2025-11-10T09:13:02","modified_gmt":"2025-11-10T12:13:02","slug":"inteligencia-artificial-como-ferramenta-na-reabilitacao-neurologica-pos-avc","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/unisonoticias.uniso.br\/index.php\/2025\/11\/10\/inteligencia-artificial-como-ferramenta-na-reabilitacao-neurologica-pos-avc\/","title":{"rendered":"Intelig\u00eancia Artificial como ferramenta na reabilita\u00e7\u00e3o neurol\u00f3gica p\u00f3s-AVC"},"content":{"rendered":"\n<p>Por: professor Marco Aur\u00e9lio Bonvino e as estudantes Fl\u00e1via Aparecida Bueno Felipini, Mykaella Stefani Rocha e N\u00e1thali Pereira Maia<\/p>\n\n\n\n<p>Na \u00e1rea da sa\u00fade, a intelig\u00eancia artificial (IA) tem se mostrado um recurso inovador, assumindo um papel crescente na recupera\u00e7\u00e3o de indiv\u00edduos que sofreram Acidente Vascular Cerebral (AVC) e no per\u00edodo p\u00f3s-AVC. Pesquisas demonstram que a capacidade da IA de processar uma alta demanda de informa\u00e7\u00e3o aumenta a precis\u00e3o, al\u00e9m da personaliza\u00e7\u00e3o da reabilita\u00e7\u00e3o. Estudos mostram que a IA na fisioterapia e no tratamento relatam melhorias na ades\u00e3o do paciente e nos cronogramas de recupera\u00e7\u00e3o individual. Os sistemas de IA s\u00e3o capazes de examinar padr\u00f5es de movimento, interpretar dados de sensores como a eletromiografia (EMG) e ajustar os programas de exerc\u00edcios de forma personalizada e individualizada. Eles identificam dificuldades motoras discretas, como hemiparesia, espasticidade ou limita\u00e7\u00f5es em membros inferiores e\/ou superiores, rigidez muscular ou restri\u00e7\u00f5es no andar e no uso dos bra\u00e7os. Em situa\u00e7\u00f5es como o AVC, que afeta muitos a cada ano e exige reabilita\u00e7\u00e3o intensiva para estimular a neuroplasticidade, a IA ajuda a identificar rapidamente avan\u00e7os ou retrocessos, oferecendo apoio para abordagens mais exatas e eficazes, equipar\u00e1veis ou at\u00e9 melhores que os m\u00e9todos convencionais nas atividades cotidianas.<br><br>Mesmo com a evolu\u00e7\u00e3o da \u00e1rea, pesquisas comprovam que a IA n\u00e3o substitui o lugar de profissionais de sa\u00fade, a exemplo do fisioterapeuta. Estudos mostram que, apesar da capacidade da IA de analisar grandes quantidades de dados, antecipar dificuldades motoras ou cognitivas e ajudar na personaliza\u00e7\u00e3o de tratamento, ainda existem barreiras consider\u00e1veis. H\u00e1, por exemplo, o problema do preju\u00edzo nos grupos de treinamento, que podem n\u00e3o abranger a variedade de pacientes, como diferen\u00e7as de idade, etnia ou intensidade do AVC. O desafio de aplicar o conhecimento em situa\u00e7\u00f5es reais inesperadas e a impossibilidade de perceber quest\u00f5es subjetivas, como a motiva\u00e7\u00e3o do paciente, a dor sentida ou as mudan\u00e7as emocionais durante o tratamento. Al\u00e9m disso, caracter\u00edsticas humanas como a empatia, a adequa\u00e7\u00e3o intuitiva com base no que \u00e9 dito e as escolhas \u00e9ticas em situa\u00e7\u00f5es dif\u00edceis continuam sendo exclusivas do profissional.<br><br>A intelig\u00eancia artificial (IA) est\u00e1 transformando a reabilita\u00e7\u00e3o desses pacientes, trazendo resultados impressionantes, conforme apontam estudos cl\u00ednicos. Um ensaio cl\u00ednico randomizado com pacientes cr\u00f4nicos mostrou que um rob\u00f4 de m\u00e3o guiado por IA, ativado por sinais musculares (EMG), promoveu ganhos maiores na fun\u00e7\u00e3o (avaliada pelo Fugl-Meyer Assessment) e redu\u00e7\u00e3o da espasticidade, superando o treinamento passivo convencional. Uma meta-an\u00e1lise de 10 estudos, envolvendo 481 pacientes, confirmou que o aprendizado de m\u00e1quina melhora o controle motor e a independ\u00eancia funcional dos membros superiores, com impactos positivos na redu\u00e7\u00e3o de limita\u00e7\u00f5es. Apesar desses avan\u00e7os, se o algoritmo interpretar mal o contexto individual de um paciente, pode sugerir interven\u00e7\u00f5es inadequadas, refor\u00e7ando que o fisioterapeuta deve ajustar as sugest\u00f5es da IA.<br><br>Ferramentas como realidade virtual (RV) e realidade aumentada (RA) integradas \u00e0 IA permitem criar simula\u00e7\u00f5es para treinar movimentos bilaterais ou melhorar a amplitude articular, com resultados t\u00e3o bons quanto os de equipamentos caros de captura de movimento, usando apenas smartphones ou c\u00e2meras simples. Essas tecnologias permitem monitorar o progresso em tempo real, seja na an\u00e1lise da marcha ou na recupera\u00e7\u00e3o cognitiva. Ainda assim, o fisioterapeuta precisa avaliar o paciente de forma completa, considerando aspectos como cansa\u00e7o, motiva\u00e7\u00e3o para o tratamento e reintegra\u00e7\u00e3o social.<br><br>Com base no artigo Senadheera et al. (2024), fica evidente que as tecnologias de IA est\u00e3o transformando o campo da reabilita\u00e7\u00e3o p\u00f3s-AVC, com \u00eanfase em quatro grandes tem\u00e1ticas: comprometimento funcional, interven\u00e7\u00e3o assistida, predi\u00e7\u00e3o de resultados e imagem\/neuroci\u00eancia. Para a pr\u00e1tica da fisioterapia, isso refor\u00e7a a necessidade de incorporar m\u00e9todos baseados em sensores, aprendizado de m\u00e1quina e interfaces c\u00e9rebro-computador com o objetivo de personalizar os programas de reabilita\u00e7\u00e3o, otimizar a an\u00e1lise dos movimentos e promover a transi\u00e7\u00e3o do ambiente cl\u00ednico para o ambiente domiciliar com monitoramento cont\u00ednuo.<br><br>Contudo, apesar das promissoras evid\u00eancias, o estudo evidencia lacunas significativas: a implementa\u00e7\u00e3o cl\u00ednica em larga escala ainda \u00e9 limitada, h\u00e1 desafios de explicabilidade dos modelos de IA, custos e infraestrutura acess\u00edvel, bem como necessidade de estudos de longo prazo que avaliem efetivamente a funcionalidade no cotidiano dos pacientes. Em sua atua\u00e7\u00e3o cl\u00ednica, o fisioterapeuta deve permanecer atento \u00e0s inova\u00e7\u00f5es tecnol\u00f3gicas, mantendo-se cr\u00edtico quanto \u00e0 evid\u00eancia dispon\u00edvel e priorizando sempre a individualiza\u00e7\u00e3o da interven\u00e7\u00e3o, de modo a integrar a IA como uma ferramenta de apoio e n\u00e3o como substituta da intera\u00e7\u00e3o terap\u00eautica entre profissional e paciente.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Sobre os autores:<\/strong><\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-group is-nowrap is-layout-flex wp-container-core-group-is-layout-6c531013 wp-block-group-is-layout-flex\">\n<figure class=\"wp-block-image size-thumbnail is-style-rounded\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"150\" height=\"150\" src=\"https:\/\/unisonoticias.uniso.br\/wp-content\/uploads\/marco-1-2-150x150.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-12397\"\/><\/figure>\n\n\n\n<p>Dr. Marco Bonvino \u2013 fisioterapeuta especialista em fisioterapia m\u00fasculo-esquel\u00e9tica, osteopatia e quiropraxia<\/p>\n<\/div>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-group is-nowrap is-layout-flex wp-container-core-group-is-layout-6c531013 wp-block-group-is-layout-flex\">\n<figure class=\"wp-block-image size-thumbnail is-style-rounded\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"150\" height=\"150\" src=\"https:\/\/unisonoticias.uniso.br\/wp-content\/uploads\/Flavia-150x150.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-12401\"\/><\/figure>\n\n\n\n<p>Fl\u00e1via Aparecida Bueno Felipini &#8211; discente do Curso de Fisioterapia da Uniso<\/p>\n<\/div>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-group is-nowrap is-layout-flex wp-container-core-group-is-layout-6c531013 wp-block-group-is-layout-flex\">\n<figure class=\"wp-block-image size-thumbnail is-style-rounded\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"150\" height=\"150\" src=\"https:\/\/unisonoticias.uniso.br\/wp-content\/uploads\/Mykaella-150x150.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-12402\"\/><\/figure>\n\n\n\n<p>Mykaella Stefany Rocha &#8211; discente do curso de Fisioterapia da Uniso<\/p>\n<\/div>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-group is-nowrap is-layout-flex wp-container-core-group-is-layout-6c531013 wp-block-group-is-layout-flex\">\n<figure class=\"wp-block-image size-thumbnail is-style-rounded\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"150\" height=\"150\" src=\"https:\/\/unisonoticias.uniso.br\/wp-content\/uploads\/1001023059-150x150.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-12400\"\/><\/figure>\n\n\n\n<p>N\u00e1thali Pereira Maia &#8211; discente do Curso de Fisioterapia da Uniso<\/p>\n<\/div>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<p><strong>E-mail para contato:<\/strong>&nbsp;felipiniflavia@gmail.com<\/p>\n\n\n\n<p><em><strong>Os textos publicados nesta se\u00e7\u00e3o s\u00e3o de responsabilidade dos (as) autores (as).<\/strong><\/em><\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Por: professor Marco Aur\u00e9lio Bonvino e as estudantes Fl\u00e1via Aparecida Bueno Felipini, Mykaella Stefani Rocha e N\u00e1thali Pereira Maia Na<\/p>\n","protected":false},"author":5,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"colormag_page_container_layout":"default_layout","colormag_page_sidebar_layout":"default_layout","footnotes":""},"categories":[64],"tags":[],"class_list":["post-12396","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-artigos"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/unisonoticias.uniso.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/12396","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/unisonoticias.uniso.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/unisonoticias.uniso.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/unisonoticias.uniso.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/5"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/unisonoticias.uniso.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=12396"}],"version-history":[{"count":5,"href":"https:\/\/unisonoticias.uniso.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/12396\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":12408,"href":"https:\/\/unisonoticias.uniso.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/12396\/revisions\/12408"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/unisonoticias.uniso.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=12396"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/unisonoticias.uniso.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=12396"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/unisonoticias.uniso.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=12396"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}