{"id":12384,"date":"2025-11-07T10:16:30","date_gmt":"2025-11-07T13:16:30","guid":{"rendered":"https:\/\/unisonoticias.uniso.br\/?p=12384"},"modified":"2025-11-10T09:13:46","modified_gmt":"2025-11-10T12:13:46","slug":"o-uso-da-inteligencia-artificial-na-capacitacao-do-fisioterapeuta-quanto-ao-tratamento-da-doenca-de-parkinson","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/unisonoticias.uniso.br\/index.php\/2025\/11\/07\/o-uso-da-inteligencia-artificial-na-capacitacao-do-fisioterapeuta-quanto-ao-tratamento-da-doenca-de-parkinson\/","title":{"rendered":"O uso da intelig\u00eancia artificial na capacita\u00e7\u00e3o do fisioterapeuta quanto ao tratamento da Doen\u00e7a de Parkinson"},"content":{"rendered":"\n<p>Por: professor Marco Aur\u00e9lio Bonvino e as estudantes Isabelle Macedo Favorito, Mariana de Assis Morales e Nathalia Holtz Duarte de Paula<\/p>\n\n\n\n<p>A Doen\u00e7a de Parkinson (DP) \u00e9 uma condi\u00e7\u00e3o neurodegenerativa progressiva caracterizada pela perda de neur\u00f4nios dopamin\u00e9rgicos na subst\u00e2ncia negra, resultando em sintomas motores e n\u00e3o motores. Inicialmente, os sintomas n\u00e3o motores, como dist\u00farbios do sono, perda do olfato e altera\u00e7\u00f5es de humor, surgem antes das manifesta\u00e7\u00f5es motoras, como tremor, rigidez, bradicinesia e instabilidade postural. Entre as altera\u00e7\u00f5es motoras, a marcha \u00e9 uma das mais afetadas, apresentando redu\u00e7\u00e3o da velocidade, diminui\u00e7\u00e3o do comprimento do passo e epis\u00f3dios de congelamento (<em>freezing<\/em>), que aumentam o risco de quedas e a depend\u00eancia funcional.<\/p>\n\n\n\n<p>Embora os f\u00e1rmacos auxiliem no controle dos sintomas motores, seus efeitos diminuem com o tempo, tornando a reabilita\u00e7\u00e3o fisioterap\u00eautica essencial para preservar a mobilidade, a independ\u00eancia e a qualidade de vida. Nesse contexto, estrat\u00e9gias baseadas em tecnologia v\u00eam ampliando as possibilidades de interven\u00e7\u00e3o, permitindo avalia\u00e7\u00f5es mais precisas e terapias mais motivadoras.<\/p>\n\n\n\n<p>Tradicionalmente, o diagn\u00f3stico da DP \u00e9 feito com base na avalia\u00e7\u00e3o cl\u00ednica e em escalas como a <em>Unified Parkinson\u2019s Disease Rating Scale<\/em> (UPDRS). Apesar de amplamente utilizadas, essas medidas dependem da observa\u00e7\u00e3o subjetiva do avaliador e n\u00e3o captam pequenas varia\u00e7\u00f5es no estado funcional do paciente.<\/p>\n\n\n\n<p>Nos \u00faltimos anos, a Intelig\u00eancia Artificial (IA) tem se destacado em m\u00e9todos n\u00e3o tradicionais de diagn\u00f3stico, capazes de identificar altera\u00e7\u00f5es sutis e precoces associadas \u00e0 doen\u00e7a. Por exemplo, sistemas de IA t\u00eam detectado a DP por meio da an\u00e1lise de padr\u00f5es respirat\u00f3rios noturnos, obtidos por cintos ou sensores sem fio, al\u00e9m de identificar anormalidades em marcha, caligrafia, fala e express\u00f5es faciais \u2014 elementos muitas vezes impercept\u00edveis na avalia\u00e7\u00e3o cl\u00ednica convencional. Essas abordagens representam um avan\u00e7o em dire\u00e7\u00e3o a um diagn\u00f3stico mais objetivo, precoce e n\u00e3o invasivo.<\/p>\n\n\n\n<p>Paralelamente, a Realidade Virtual (RV) tem se consolidado como ferramenta inovadora na reabilita\u00e7\u00e3o do paciente parkinsoniano, criando ambientes tridimensionais e imersivos que simulam situa\u00e7\u00f5es do cotidiano. Por meio de jogos terap\u00eauticos e tarefas interativas, o treinamento motor e cognitivo torna-se mais envolvente e funcional. Quando combinada a sensores inerciais (IMUs) \u2014 como aceler\u00f4metros, girosc\u00f3pios e magnet\u00f4metros \u2014, a RV possibilita o registro detalhado de par\u00e2metros de movimento, como velocidade, cad\u00eancia, variabilidade e simetria da marcha.<\/p>\n\n\n\n<p>Nesse cen\u00e1rio, a integra\u00e7\u00e3o entre IA, RV e IMUs desponta como uma possibilidade promissora para o futuro da fisioterapia na DP. Por meio de algoritmos capazes de aprender com grandes volumes de dados coletados pelos sensores, seria poss\u00edvel detectar padr\u00f5es precoces de altera\u00e7\u00e3o motora e fornecer feedbacks objetivos para apoiar decis\u00f5es cl\u00ednicas mais precisas e personalizadas. A IA poderia processar e interpretar os dados captados durante os exerc\u00edcios em RV, gerando relat\u00f3rios autom\u00e1ticos de evolu\u00e7\u00e3o e auxiliando o fisioterapeuta na defini\u00e7\u00e3o de metas e ajustes terap\u00eauticos em tempo real.<\/p>\n\n\n\n<p>Nessa perspectiva, a IA funcionaria como um \u201colhar ampliado\u201d, capaz de identificar varia\u00e7\u00f5es sutis de desempenho, riscos de queda ou altera\u00e7\u00f5es motoras incipientes, muitas vezes impercept\u00edveis ao olho humano. Assim, a tecnologia n\u00e3o substituiria o racioc\u00ednio cl\u00ednico, mas atuaria como ferramenta de apoio \u00e0 decis\u00e3o, fortalecendo a pr\u00e1tica baseada em evid\u00eancias.<\/p>\n\n\n\n<p>Apesar do potencial, ainda existem desafios, como a padroniza\u00e7\u00e3o dos dados, o custo dos dispositivos e as quest\u00f5es de privacidade das informa\u00e7\u00f5es coletadas. Al\u00e9m disso, \u00e9 fundamental garantir que os sistemas de IA considerem fatores extr\u00ednseco, como obst\u00e1culos do ambiente, evitando an\u00e1lises err\u00f4neas.<\/p>\n\n\n\n<p>A integra\u00e7\u00e3o entre IA, sensores inerciais e realidade virtual representa, portanto, um campo emergente e inovador na reabilita\u00e7\u00e3o da Doen\u00e7a de Parkinson. Essa combina\u00e7\u00e3o tem potencial para aprimorar e otimizar a capacita\u00e7\u00e3o do fisioterapeuta, permitindo um acompanhamento mais preciso, interven\u00e7\u00f5es personalizadas e maior seguran\u00e7a cl\u00ednica.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Sobre os autores:<\/strong><\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-group is-nowrap is-layout-flex wp-container-core-group-is-layout-6c531013 wp-block-group-is-layout-flex\">\n<figure class=\"wp-block-image size-thumbnail is-style-rounded\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"150\" height=\"150\" src=\"https:\/\/unisonoticias.uniso.br\/wp-content\/uploads\/marco-1-1-150x150.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-12390\"\/><\/figure>\n\n\n\n<p>Dr. Marco Bonvino \u2013 fisioterapeuta especialista em fisioterapia m\u00fasculo-esquel\u00e9tica, osteopatia e quiropraxia<\/p>\n<\/div>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-group is-nowrap is-layout-flex wp-container-core-group-is-layout-6c531013 wp-block-group-is-layout-flex\">\n<figure class=\"wp-block-image size-thumbnail is-style-rounded\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"150\" height=\"150\" src=\"https:\/\/unisonoticias.uniso.br\/wp-content\/uploads\/isabelle-1-150x150.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-12391\"\/><\/figure>\n\n\n\n<p>Isabelle Macedo Favorito &#8211;&nbsp;acad\u00eamica de Fisioterapia, 10\u00b0 semestre<\/p>\n<\/div>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-group is-nowrap is-layout-flex wp-container-core-group-is-layout-6c531013 wp-block-group-is-layout-flex\">\n<figure class=\"wp-block-image size-thumbnail is-style-rounded\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"150\" height=\"150\" src=\"https:\/\/unisonoticias.uniso.br\/wp-content\/uploads\/mariana-1-150x150.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-12392\"\/><\/figure>\n\n\n\n<p>Mariana de Assis Morales &#8211;&nbsp;acad\u00eamica de Fisioterapia, 10\u00b0 semestre<\/p>\n<\/div>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-group is-nowrap is-layout-flex wp-container-core-group-is-layout-6c531013 wp-block-group-is-layout-flex\">\n<figure class=\"wp-block-image size-thumbnail is-style-rounded\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"150\" height=\"150\" src=\"https:\/\/unisonoticias.uniso.br\/wp-content\/uploads\/nathalia-1-150x150.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-12393\"\/><\/figure>\n\n\n\n<p>Nathalia Holtz Duarte de Paula &#8211;&nbsp;acad\u00eamica de Fisioterapia, 10\u00b0 semestre<\/p>\n<\/div>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<p><strong>E-mail para contato:<\/strong>&nbsp;isa_mcdfavorito@outlook.com<\/p>\n\n\n\n<p><em><strong>Os textos publicados nesta se\u00e7\u00e3o s\u00e3o de responsabilidade dos (as) autores (as).<\/strong><\/em><\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Por: professor Marco Aur\u00e9lio Bonvino e as estudantes Isabelle Macedo Favorito, Mariana de Assis Morales e Nathalia Holtz Duarte de<\/p>\n","protected":false},"author":5,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"colormag_page_container_layout":"default_layout","colormag_page_sidebar_layout":"default_layout","footnotes":""},"categories":[64],"tags":[],"class_list":["post-12384","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-artigos"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/unisonoticias.uniso.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/12384","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/unisonoticias.uniso.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/unisonoticias.uniso.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/unisonoticias.uniso.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/5"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/unisonoticias.uniso.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=12384"}],"version-history":[{"count":4,"href":"https:\/\/unisonoticias.uniso.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/12384\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":12412,"href":"https:\/\/unisonoticias.uniso.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/12384\/revisions\/12412"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/unisonoticias.uniso.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=12384"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/unisonoticias.uniso.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=12384"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/unisonoticias.uniso.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=12384"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}