{"id":11920,"date":"2025-10-01T11:06:41","date_gmt":"2025-10-01T14:06:41","guid":{"rendered":"https:\/\/unisonoticias.uniso.br\/?p=11920"},"modified":"2025-10-01T11:54:55","modified_gmt":"2025-10-01T14:54:55","slug":"inteligencia-artificial-no-diagnostico-clinico-aliada-ou-substituta","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/unisonoticias.uniso.br\/index.php\/2025\/10\/01\/inteligencia-artificial-no-diagnostico-clinico-aliada-ou-substituta\/","title":{"rendered":"Intelig\u00eancia Artificial no Diagn\u00f3stico Cl\u00ednico: aliada ou substituta?"},"content":{"rendered":"\n<p>Por: professor Marco Aur\u00e9lio Bonvino e as estudantes Talita Aparecida Alves Leite, Nat\u00e1lia Fernandes da Luz Silv\u00e9rio e Kelly Cristina Melnic Dantas &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>A intelig\u00eancia artificial (IA) tem ganhado cada vez mais espa\u00e7o na sa\u00fade, principalmente na realiza\u00e7\u00e3o de diagn\u00f3sticos cl\u00ednicos. Sistemas de IA conseguem analisar grandes volumes de dados, identificar padr\u00f5es em exames de imagem, como raio x, tomografias e resson\u00e2ncias, e at\u00e9 prever altera\u00e7\u00f5es neurol\u00f3gicas em alguns casos com precis\u00e3o semelhante \u00e0 de m\u00e9dicos especialistas. Em doen\u00e7as neurol\u00f3gicas como Parkinson, AVC e esclerose m\u00faltipla, a IA vem sendo utilizada para identificar sinais cl\u00ednicos sutis e d\u00e9ficits cognitivos, oferecendo rapidez, padroniza\u00e7\u00e3o e suporte na tomada de decis\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Apesar desses avan\u00e7os, a ci\u00eancia mostra que a IA n\u00e3o substitui o profissional de sa\u00fade. Estudos indicam que, embora os algoritmos possam ser muito precisos em tarefas espec\u00edficas, ainda existem limita\u00e7\u00f5es importantes. Entre elas, est\u00e3o o vi\u00e9s nos dados utilizados para treinamento, a dificuldade de generaliza\u00e7\u00e3o para diferentes perfis de pacientes e a baixa sensibilidade a sinais subjetivos, como express\u00f5es faciais, dor percebida ou fatores emocionais. Al\u00e9m disso, aspectos humanos como empatia, interpreta\u00e7\u00e3o do contexto cl\u00ednico e tomada de decis\u00e3o \u00e9tica permanecem exclusivos do profissional.<\/p>\n\n\n\n<p>Estudos cl\u00ednicos mostram que quando m\u00e9dicos utilizam IA como apoio, a acur\u00e1cia diagn\u00f3stica aumenta. Por outro lado, se o algoritmo comete erros ou apresenta inconsist\u00eancias, ele pode influenciar negativamente a decis\u00e3o do profissional, refor\u00e7ando a necessidade do olhar cr\u00edtico do m\u00e9dico ou fisioterapeuta. Isso demonstra que a IA deve ser utilizada como uma ferramenta complementar e n\u00e3o como substituta do racioc\u00ednio cl\u00ednico humano.<\/p>\n\n\n\n<p>Na pr\u00e1tica, a IA funciona como um assistente inteligente que ajuda o profissional de sa\u00fade a otimizar tempo, reduzir erros em tarefas repetitivas e apoiar decis\u00f5es baseadas em grandes quantidades de dados. Por exemplo, um m\u00e9dico que recebe imagens de exames pode ter sinais sutis real\u00e7ados pela IA facilitando a interpreta\u00e7\u00e3o, mas ainda precisa avaliar o paciente pessoalmente, conversar, investigar sintomas e considerar fatores individuais. De maneira similar, na fisioterapia j\u00e1 existem sistemas que utilizam aplicativos m\u00f3veis e c\u00e2meras comuns aliados \u00e0 IA para medir a amplitude de movimento de articula\u00e7\u00f5es com boa confiabilidade e para analisar par\u00e2metros da marcha a partir de filmagens em smartphones, com resultados compar\u00e1veis a m\u00e9todos tradicionais de captura de movimento. Contudo, a interpreta\u00e7\u00e3o funcional e a prescri\u00e7\u00e3o do tratamento continuam dependendo do conhecimento humano e do olhar cl\u00ednico do profissional.<\/p>\n\n\n\n<p>O futuro da sa\u00fade aponta para um cen\u00e1rio colaborativo, no qual profissionais usam ferramentas de IA como suporte, mas continuam guiados pelo racioc\u00ednio cl\u00ednico. Essa combina\u00e7\u00e3o garante um cuidado mais seguro, individualizado e \u00e9tico, unindo tecnologia e experi\u00eancia em benef\u00edcio do paciente. Em outras palavras, a IA amplia as capacidades humanas, mas n\u00e3o substitui o olhar atento, a experi\u00eancia e a sensibilidade do profissional de sa\u00fade.<\/p>\n\n\n\n<p>Assim, pacientes podem se beneficiar do que h\u00e1 de mais moderno em tecnologia sem abrir m\u00e3o do atendimento personalizado. A IA se torna uma aliada estrat\u00e9gica, permitindo que o profissional foque no que \u00e9 essencial: compreender cada paciente, suas necessidades e particularidades, promovendo um cuidado mais eficaz e humano.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Sobre os autores:<\/strong><\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-group is-content-justification-left is-layout-constrained wp-container-core-group-is-layout-12dd3699 wp-block-group-is-layout-constrained\">\n<div class=\"wp-block-group is-content-justification-center is-nowrap is-layout-flex wp-container-core-group-is-layout-23441af8 wp-block-group-is-layout-flex\">\n<figure class=\"wp-block-image is-resized is-style-rounded\" style=\"margin-top:0;margin-bottom:0\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"576\" height=\"620\" src=\"https:\/\/unisonoticias.uniso.br\/wp-content\/uploads\/thumbnail_image0-1.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-11158\" style=\"width:215px;height:auto\" srcset=\"https:\/\/unisonoticias.uniso.br\/wp-content\/uploads\/thumbnail_image0-1.jpg 576w, https:\/\/unisonoticias.uniso.br\/wp-content\/uploads\/thumbnail_image0-1-279x300.jpg 279w\" sizes=\"auto, (max-width: 576px) 100vw, 576px\" \/><\/figure>\n\n\n\n<p>Prof. Dr. Marco Aur\u00e9lio Bonvino &#8211; fisioterapeuta especialista em fisioterapia m\u00fasculo-esquel\u00e9tica, osteopatia e quiropraxia. Docente do curso de Fisioterapia&nbsp;da Uniso<\/p>\n\n\n\n<p><br><br><\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-group is-nowrap is-layout-flex wp-container-core-group-is-layout-6c531013 wp-block-group-is-layout-flex\">\n<figure class=\"wp-block-image size-thumbnail is-resized is-style-rounded\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"150\" height=\"150\" src=\"https:\/\/unisonoticias.uniso.br\/wp-content\/uploads\/Kelly-Dantas-150x150.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-11921\" style=\"width:140px\"\/><\/figure>\n\n\n\n<p><br><br>Kelly C. M. Dantas &#8211; Bacharel em Fisiologia do Exerc\u00edcio e Mestre em Ci\u00eancia do Exerc\u00edcio pela Barry University (EUA) &#8211; 9\u00ba semestre de Fisioterapia\u00a0<br><\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n<\/div>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-group is-nowrap is-layout-flex wp-container-core-group-is-layout-6c531013 wp-block-group-is-layout-flex\">\n<figure class=\"wp-block-image size-thumbnail is-resized is-style-rounded\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"150\" height=\"150\" src=\"https:\/\/unisonoticias.uniso.br\/wp-content\/uploads\/Natalia-Fernandes-150x150.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-11922\" style=\"width:111px\"\/><\/figure>\n\n\n\n<p>Nat\u00e1lia Fernandes da Luz Silv\u00e9rio &#8211; Acad\u00eamica de Fisioterapia &#8211; 10\u00b0 semestre<\/p>\n<\/div>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-group is-nowrap is-layout-flex wp-container-core-group-is-layout-6c531013 wp-block-group-is-layout-flex\">\n<figure class=\"wp-block-image size-thumbnail is-resized is-style-rounded\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"150\" height=\"150\" src=\"https:\/\/unisonoticias.uniso.br\/wp-content\/uploads\/Talita-Alves-150x150.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-11923\" style=\"width:111px\"\/><\/figure>\n\n\n\n<p>Talita Aparecida Alves Leite &#8211; Acad\u00eamica de Fisioterapia &#8211; 10\u00b0 semestre<\/p>\n<\/div>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<p><strong>E-mail para contato:<\/strong>\u00a0talitaalves0106@gmail.com<\/p>\n\n\n\n<p><em><strong>Os textos publicados nesta se\u00e7\u00e3o s\u00e3o de responsabilidade dos (as) autores (as).<\/strong><\/em><\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Por: professor Marco Aur\u00e9lio Bonvino e as estudantes Talita Aparecida Alves Leite, Nat\u00e1lia Fernandes da Luz Silv\u00e9rio e Kelly Cristina<\/p>\n","protected":false},"author":5,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"colormag_page_container_layout":"default_layout","colormag_page_sidebar_layout":"default_layout","footnotes":""},"categories":[64],"tags":[],"class_list":["post-11920","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-artigos"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/unisonoticias.uniso.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/11920","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/unisonoticias.uniso.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/unisonoticias.uniso.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/unisonoticias.uniso.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/5"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/unisonoticias.uniso.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=11920"}],"version-history":[{"count":10,"href":"https:\/\/unisonoticias.uniso.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/11920\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":11934,"href":"https:\/\/unisonoticias.uniso.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/11920\/revisions\/11934"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/unisonoticias.uniso.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=11920"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/unisonoticias.uniso.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=11920"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/unisonoticias.uniso.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=11920"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}